Foto: Freepik

O transporte de líquidos em navios de grande porte apresenta um desafio significativo: o sloshing, ou o movimento oscilatório do líquido dentro dos tanques. Esse movimento pode causar danos estruturais e comprometer a segurança e eficiência do transporte. A maioria dos dispositivos anti-sloshing existentes recorre à divisão dos tanques em várias células menores, aumentando o peso da estrutura e os custos de construção e operação. Além disso, há painéis internos móveis que levantam questionamentos quanto à segurança e são difíceis de implementar.

A Solução da USP

A Escola Politécnica da USP desenvolveu uma solução inovadora para este problema. O dispositivo proposto pelo professor Liang-Yee consiste em painéis fixos com aberturas que dividem a estrutura em espaços menores, minimizando o efeito do sloshing. Sua fácil implementação e baixo custo o destacam em relação aos seus concorrentes. Além disso, pode ser aplicado a tanques de geometria simples ou complexa para maior aproveitamento do espaço.

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Aplicações do Dispositivo Anti-Sloshing

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Foto: Kees Torn – ARCTIC EXPRESS, CC BY-SA 2.0/Wikimedia Commons

A utilização deste dispositivo é fundamental em navios de grande carga, como superpetroleiros, cargueiros de gás natural liquefeito ou plataformas de FPSO (Unidade Flutuante de Armazenamento e Transferência), em que movimentos complexos causados por ondas e ventos representam desafios adicionais. Como o dispositivo é específico à geometria de cada tanque, ele não é construído em série, mas adaptado para cada caso específico, tornando-se uma solução flexível e eficiente.

Impacto e Futuro do Dispositivo Anti-Sloshing

Esta inovação tem o potencial de revolucionar o transporte marítimo de líquidos, melhorando a segurança e eficiência dos navios de grande porte. Além disso, pode contribuir para a redução dos custos de construção e operação desses navios, tornando o transporte de líquidos mais econômico e sustentável. O dispositivo anti-sloshing é um exemplo do impacto positivo que a pesquisa e a inovação podem ter na indústria marítima e na economia global.

Com informações do Jornal da USP

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).