O Governador João Doria inaugurou, nesta sexta-feira, 18 de dezembro, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), uma superestrutura para combater os crimes cometidos por meios eletrônicos. A solenidade aconteceu virtualmente, diretamente do Palácio dos Bandeirantes e da sede da nova divisão.

“Inaugurada em tempo recorde, é a mais moderna e eficiente delegacia de crimes cibernéticos no Brasil. Ela já é a maior, a mais equipada e agora a mais bem instalada”, afirmou o Governador.

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Criada por meio de um ato do governador João Doria em outubro, a unidade especializada iniciou suas atividades no dia 2 de dezembro. A cerimônia marca a inauguração das instalações da divisão, que ocupa o 16º Andar do Palácio da Polícia Civil, no bairro da Luz, no centro da Capital.

Para receber a DCCIBER, o andar no qual ela está instalada passou por uma reforma que custou R$ 2,4 milhões. O investimento foi realizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) como parte de um acordo de cooperação, sem ônus ao Estado.

Como resultado, as instalações da Divisão agora contam com mais de 40 salas operacionais, duas salas técnicas, duas salas para arquivo, quatro banheiros, uma copa, uma sala de custódia, um saguão de recepção, um saguão de plantão e um depósito para materiais de limpeza.

A criação da nova divisão integra o projeto de modernização da Polícia Civil de São Paulo. Além disso, estende para todo o território nacional as investigações dos cibercrimes, já que os delitos cometidos por meios eletrônicos utilizam a rede mundial de computadores, permitindo que os criminosos sediados em um estado façam vítimas em outras unidades federativas.

“A melhor eficiência da polícia é quando ela evita o crime, quando chega antes do que o criminoso e uma divisão de crimes cibernéticos como essa processa exatamente isso. Desde uma simples loja de armarinho na periferia até uma rede de bancos, todos podem sofrer ataques cibernéticos de toda ordem e essa divisão vai permitir um estudo apurado para identificação, investigação e solução desses crimes”, disse Doria.

SOBRE A DCCIBER

A nova unidade especializada conta com 66 policiais civis entre delegados, escrivães, investigadores, agentes policiais, papiloscopista, auxiliar de papiloscopista e agentes de telecomunicações. As atividades são apoiadas por 12 viaturas e outros 20 veículos já foram adquiridos e serão entregues no primeiro semestre do ano que vem.

Todos os agentes selecionados para atuar na nova Divisão possuem expertise em investigação e combate ao cibercrime, inclusive com agentes formados nos cursos de “especialização em investigação e coleta de informações” e “técnicas de investigação de crimes cometidos por meio eletrônico”.

A DCCIBER está subordinada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e conta com quatro delegacias especializadas: 1ª Delegacia de Polícia sobre Fraudes contra Instituições Financeiras praticadas por meios Eletrônicos; 2ª Delegacia de Polícia sobre Fraudes contra Instituições de Comércio Eletrônico praticada por meios Eletrônicos; 3ª Delegacia de Polícia sobre Violação de Dispositivos Eletrônicos e Redes de Dados; 4ª Delegacia de Polícia de Lavagem e Ocultação de Ativos Ilícitos por Meios Eletrônicos; além de um Centro de Inteligência Cibernética (CIC) e um Laboratório Técnico de Análises Cibernéticas, (Lac-TAC).

Comandada pelo delegado-divisionário, Gaetano Vergine, a unidade especializada já registrou 93 boletins desde o início do seu funcionamento e atualmente possui 620 inquéritos policiais em andamento.

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

1 COMENTÁRIO

  1. Dinheiro do contribuinte servindo a INTERESSES políticos desse DITADÓRIA! Um país onde crimes contra a vida tem apenas 5% de eficiência, ou seja, um assassino tem 5% de chance de ser penalizado e tem um judiciário e governadores como esse Dória que os solta, é patético essa Cyber delegacia, para punir crimes de quem fala a verdade. Ou seja, quem é contra os abusos desse governador por exemplo.

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