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Força de Submarinos da Marinha do Brasil comemora 108 anos

A ideia de dotar a Armada Brasileira com uma nova arma para a Guerra Naval prosperou com o desenvolvimento, ainda embrionário, do submarino no final do século XIX e início do século XX.

Eventos históricos, como as experiências com protótipos, foram tema de reportagens de grande importância para a época, com repercussões no exterior. Em 1891, teve início uma campanha para aquisição de submarinos para o Brasil. Os trabalhos, publicados nos periódicos da época, foram motivos de reflexão e de ampla discussão, despertando o interesse público e inspirando a Alta Administração Naval. Já àquela época, era destacado o valor do submarino para a defesa da soberania do Estado.

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Em 1904, foram incluídos três submersíveis no Programa de Construção Naval. O epílogo da campanha de aquisição de submersíveis para a Marinha e o início da trajetória dessa nova categoria de navios na MB vieram a se concretizar em 1911, ocasião em que foi criada a Sub-Comissão Naval na Europa, em La Spezia, Itália, para fiscalizar a construção de três submersíveis encomendados ao Governo italiano.

Os “temíveis navios negros” tiveram desenvolvimento notável, firmando-se como pedra angular no combate naval. A reação nuclear proporcionou excesso de energia anaeróbia, garantindo plena ocultação e adicionando novo espectro de capacidades e, portanto, potencializando sua característica ofensiva e sua letalidade. O perfil do submarinista é assim construído, buscando sempre a iniciativa das ações, aventurando-se como ponta de lança do Poder Naval, operando onde só o submarino consegue.

Durante a história da Força de Submarinos, a atividade se desenvolveu, criando robusta doutrina, calcada em sólidos procedimentos de segurança, e coerente com o contexto estratégico do Brasil. Homens e mulheres são divididos entre os submarinos, a escafandria, o mergulho de combate, a medicina hiperbárica e a psicologia dedicada a essas atividades; mas somente unidos traduzem poder único. São todos submarinistas, os responsáveis pelas façanhas fantásticas abaixo d’água.

Com Amazônia Azul enorme e de futuro promissor, e um Entorno Estratégico superlativo, o Brasil desencadeou Programa de Estado de longo prazo, para, em complemento ao Programa Nuclear da Marinha, dotar o Poder Naval de submarino convencional de propulsão nuclear.

Muito há, ainda, por fazer. Os submarinos classe “Riachuelo” recuperam capacidades e agregam outras inéditas para a Força de Submarinos, que segue, como de hábito, em processo evolutivo. Os desafios detectados representam, para os aguerridos submarinistas, um futuro animador! Após muitos anos, os Marinheiros Até Debaixo D’Água firmam, uma vez mais, posição como pioneiros, prontos para escrever mais um capítulo na história da gloriosa Flotilha de Submarinos.

Extraídos do site do Comando da Força de Submarinos da Marinha do Brasil e da Ordem do Dia nº 03-1/2021 (aniversário da Força de Submarinos).

Fonte: MME