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A quarta edição do Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) foi concluída nessa terça-feira (12/04), na Base Aérea de Santa Maria (BASM), no Rio Grande do Sul. O treinamento durou 16 dias e envolveu cerca de 150 militares e aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB), como A-1, R-99, P-3AM, P-95 BM e as aeronaves remotamente pilotadas RQ-900 e RQ-450.

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O Comandante da BASM e Diretor do Exercício IVR, Coronel Aviador Luciano Antonio Marchiorato Dobignies, comentou que um dos principais resultados do adestramento foi a interação entre os Esquadrões. “Em virtude das capacidades diferenciadas dos sensores da FAB na tarefa de IVR, a maior interação durante o treinamento proporcionou um desenvolvimento doutrinário muito importante para cada um dos tripulantes”, ressaltou.

blankNesta edição, uma das novidades foi a evolução do cenário. “Desta vez, utilizamos cenários reais, o que resultou no desenvolvimento das tripulações na questão de julgamento e no melhor aproveitamento dos sensores”, explicou o Coronel Marchiorato.

Segundo o Comandante do Grupo Operacional da BASM, Tenente-Coronel Ivan Fernandes Faria, o Exercício foi marcado pela evolução no processo de entrega das imagens e do reconhecimento eletrônico. “Além disso, pudemos perceber que a dinâmica do adestramento está cada vez mais adequada para os Esquadrões”, complementou.

blankO objetivo do treinamento foi adestrar as equipagens dos Esquadrões que cumprem as Ações de Força Aérea de Reconhecimento Aeroespacial, Controle Aéreo Avançado, Interferência Eletrônica e Ataque. Ao todo, nove Unidades participaram do Exercício, envolvendo Esquadrões das Aviações de Caça, Reconhecimento e Patrulha, além de um Esquadrão de Comunicações e Controle e o Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea.

A importância do Exercício para a FAB foi explicada por militares de diferentes aviações e especialidades. Segundo o Major Robert Cardoso Fernandes de Almeida, Especialista em Fotointeligência do Comando de Preparo (COMPREP), esse encontro das equipagens de IVR foi bastante significativo, tanto para Oficiais quanto para Graduados. “É uma oportunidade única de promover o intercâmbio entre o efetivo especializado. E com as discussões proativas sobre os produtos que cada setor obtém, podemos aprimorar as nossas capacidades, desenvolvendo e sedimentando a doutrina do IVR”, informou.

blankJá o Comandante do Primeiro Esquadrão do Décimo Segundo Grupo de Aviação (1º/12 GAV – Esquadrão Hórus), Tenente-Coronel Aviador Ricardo Starling Cardoso, destacou que a Unidade – que é sediada na BASM e tem a capacidade diferenciada de decolar e voar até 30 horas. “Nesse período, conseguimos monitorar diversas categorias de alvos, inclusive os alvos sensíveis ao tempo, também chamados de Time-sensitive targeting, ou seja, alvos selecionados como prioritários para a campanha e de difícil localização devido ao seu curto tempo de exposição”, frisou.

Para o Tenente Aviador Edir Guimarães de Oliveira, piloto do Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAV – Esquadrão Netuno), sediado na Base Aérea de Belém (BABE), um dos principais aprendizados foi operar em um cenáblankrio diferente que a Aviação de Patrulha atua normalmente, que é um ambiente marítimo. “Além de podermos agir em um cenário terrestre, foi uma oportunidade para compartilharmos conhecimentos com os outros Esquadrões que operam na tarefa de IVR”, acrescentou.

“Participar de um exercício como o IVR é uma excelente oportunidade profissional, pois temos a chance de aplicar e aperfeiçoar o nosso conhecimento técnico, explorando o limite operacional do Esquadrão”, declarou a Sargento Jéssica Pereira Marques, do Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV – Esquadrão Guardião), sediado na Base Aérea de Anápolis (BAAN).

BASM

O exercício IVR é realizado na Base Aérea de Santa Maria em virtude da sua capacidade de receber Esquadrões de todo o Brasil, além da especialidade das Unidades Aéreas sediadas em analisar imagens e confeccionar Relatórios de Missão de Reconhecimento ou de Vigilância.

GEOINTELIGÊNCIA

blankDurante o Exercício IVR 2022, além dos modernos sensores aeroembarcados para o cumprimento das missões designadas, o Comando de Preparo (COMPREP) também contou com o emprego de sua nova sistemática de produção de conhecimentos operacionais por meio de seu Portal de Geointeligência. Esse conceito consiste na produção, armazenamento e análise de informações georreferenciadas em banco de dados específico. Esses dados são analisados e processados em software GIS (Geographic Information System), sendo os mesmos integrados com as OM subordinadas ao COMPREP por meio de rede segura de criptografia – Rede Mercúrio.

blankNo contexto do Exercício IVR, por exemplo, após a realização da missão de reconhecimento, os operadores aéreos preenchiam o Relatório de Missão de Reconhecimento (REMIR) com as informações dos sistemas de armas, detecção ou infraestrutura de interesse militar. Esses dados, juntamente com as imagens geradas pelos sensores das aeronaves, eram anexados ao cenário do teatro de operações do Exercício para contribuir com o processo decisório durante a evolução das operações militares.

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Vídeo: Suboficial Joelson Nery / CECOMSAER

Fotos: Sargento Samuel Figueira / CECOMSAER