Por Capitão-Tenente (RM2-T) Laís Dornelas de Araujo Itagyba

O Dia Internacional dos Mantenedores da Paz é celebrado, todo ano, no dia 29 de maio. A data foi estabelecida pela ONU para homenagear civis e militares de hoje e de ontem, que lutam ou já lutaram pela paz mundial. Em alusão a este dia, a Marinha do Brasil (MB) realizou, no dia 13 de junho, no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, uma cerimônia militar presidida pelo Comandante de Operações Navais, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen.

Em suas palavras durante o evento, o Almirante Olsen parabenizou os militares ali presentes e destacou a participação da Marinha nas missões. “Neste Dia Internacional dos Mantenedores da Paz das Nações Unidas, congratulo os integrantes da MB que, no passado e no presente assinalaram elevado grau de prontidão. Ao mesmo tempo, concito que prossigam com honradez, profissionalismo e crença, garantindo ao País os meios de Poder imperiosos à mitigação dos conflitos e do sofrimento humano”.

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Participaram da cerimônia os destacamentos de militares do Comando em Chefe da Esquadra (ComemCh), do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra (ComFFE), do Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) e do Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais de Força de Paz de Reação Rápida (GptOpFuzNav-OpPaz QRF), este último certificado em abril deste ano pela ONU como nível 3 de prontidão para as Operações de Paz, o mais elevado nível operacional para aquela Organização, sendo atualmente a única no mundo.

A história do Brasil em Missões de Paz

As Forças Armadas brasileiras estiveram presentes, nos últimos 74 anos, em 60 missões de manutenção da paz, enviando mais de 59 mil militares. Entre as missões coordenadas pelo Brasil destacam-se a Missão das Nações Unidas para a estabilização do Haiti, conhecida como Minustah, que durou 13 anos, e a Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM–UNIFIL), que contou com a participação continua de navios, aeronaves e militares de outras nações na inspeção de cerca de 14 mil embarcações, tendo como objetivo evitar a entrada de armas ilegais, por mar, em território libanês.

Atualmente, o Brasil encontra-se como membro ativo em observações de acordos de cessar fogo e paz desde 1933, quando, representado pela MB, acompanhou a negociação entre Colômbia e Peru na Guerra pela região de Leticia, no país colombiano.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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