Documento dos EUA alerta para ‘risco crescente’ de uma guerra nuclear

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Imagem: Gerd Altmann

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Por Kaique Lima

Um documento recém-descoberto elaborado por líderes militares dos Estados Unidos alerta sobre um “risco crescente” de uma guerra nuclear em várias partes do mundo. No arquivo, que foi obtido pela Federação dos Cientistas Americanos e compartilhado logo em seguida, não existem muitas notícias boas e até um certo descrédito acerca de medidas de não proliferação de armas nucleares.

O documento em questão não era exatamente sigiloso, trata-se da última edição de um manual com atualizações sobre o estado da atividade militar estadunidense ao redor do mundo. O manual também contém orientações sobre como as forças armadas dos EUA devem proceder em determinadas situações.

Segundo as autoridades, além das falhas nos esforços de não proliferação de armas nucleares, os esforços para o desenvolvimento de novas armas por algumas nações, como a Coréia do Norte, também acendem um sinal de alerta para uma escalada nas tensões entre diferentes países, podendo resultar em confrontos armados com uso de equipamentos nucleares.

De acordo com o arquivo, nenhum dos países considerados como adversários em potencial dos EUA reduziu o papel das armas nucleares em suas estratégias de segurança nacional ou o número desses equipamentos. Entre as nações citadas nominalmente no documento, estão China, Rússia e Coreia do Norte, que são acusadas de terem aumentado seus arsenais nucleares.

“Nações inimigas”

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Estados Unidos seguem com testes de novas armas nucleares. Crédito: U.S. Air Force/Divulgação

Além desses três países, o Pentágono também faz um alerta sobre o Irã, que, segundo eles, pode se tornar uma potência nuclear no futuro. Esse temor não é necessariamente novo, mas se mostra bem mais forte nesta última edição do documento, já que os militares detalham o desenvolvimento tecnológico e político desses países.

Mas também, como esperado, o documento também mostra os militares estadunidenses como os “mocinhos” em um mundo dicotômico, colocando as forças dos EUA como uma corporação que deseja ver um mundo sem armas nucleares. Porém, não é dado nenhum detalhe sobre quais os esforços dos Estados Unidos para se desnuclearizar.

Segundo o Pentágono, o fato de os Estados Unidos manterem seu arsenal intacto se dá para que eles possam responder efetivamente a potenciais ameaças. Ou seja, a justificativa de China, Rússia, Coréia do Norte e Irã para terem armas nucleares sempre será o fato de os Estados Unidos terem a sua, com a recíproca sendo verdadeira.

Com informações do Futurism e Olhar Digital

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