Dia da Bandeira do Brasil

A contagem regressiva para a celebração do Bicentenário da Independência do Brasil atingiu a marca de 100 dias nesta segunda-feira (30). O esforço contínuo da Defesa Nacional para assegurar a liberdade e independência conquistadas possibilitou a concepção de nação tal qual é vista hoje, pacífica, mas preparada para dissuadir potenciais ameaças. Ao relembrar os avanços tecnológicos que possibilitaram a manutenção da soberania do País, o Ministério da Defesa destaca os meios da Marinha do Brasil, do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, usados outrora e nos dias atuais, para cumprimento das missões constitucionais.

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Os progressos dos meios navais perpassam a criação do Navio Veleiro Cisne Branco, batizado e lançado ao mar em 4 de agosto de 1999. O navio da Marinha foi construído para comemorar os 500 anos do descobrimento do Brasil e, com sua pintura impecavelmente branca, sua missão é representar o País em eventos náuticos nacionais e internacionais, divulgar a mentalidade marítima e preservar as tradições navais.

Tempos depois, a evolução marítima trouxe a Capitânia da Esquadra A140 Atlântico, em 2018. O navio-aeródromo multipropósito foi projetado para as tarefas de controle de áreas marítimas, projeção de poder sobre terra, pelo mar e pelo ar. Sua contribuição em benefício do bem comum, também, alcança missões de caráter humanitário, de evacuação de pessoal, bem como para auxílio a vítimas de desastres naturais e em operações de manutenção de paz.

Antes mesmo do marco da Independência, a Força Terrestre também já dispunha de capacidades para salvaguardar a Nação. Criados em 1808, os Dragões da Independência foram o primeiro Regimento de Cavalaria de Guardas do Exército Brasileiro. A unidade tinha o propósito de realizar a guarda dos integrantes da coroa portuguesa em solo brasileiro, transformando-se, depois, na guarda de honra do Imperador. Ainda hoje, a Cavalaria serve à mais alta autoridade do País: o Presidente da República, além de atuar em operações de Garantia da Lei e Ordem.

Através das gerações, o Exército recebeu a nova família de Viaturas Blindadas de Transporte de Pessoal (VBTP) buscando acompanhar a estatura político-estratégica do País. Com autonomia de 800 km e capacidade de transportar até 11 militares, o blindado possui qualidade anfíbia, design modular e tecnologia nacional, o que contribui para aumento da mobilidade estratégica da Força Terrestre.

Na linha do tempo da Força Aérea, voltamos até 1906 com a decolagem da aeronave 14-Bis. Com capacidade para apenas um tripulante, o 14-Bis foi o primeiro avião a conseguir decolar por seus próprios meios, alcançando 2 metros de altura do solo e percorrendo uma distância de 60 metros em 7 segundos. O feito ocorreu em Bagatelle, no centro de Paris.

Mais recentemente, a ampliação das capacidades aéreas resultou na criação da mais moderna plataforma multimissão que atuará na defesa do espaço aéreo brasileiro. A aeronave de caça F-39 GRIPEN é capaz de voar a uma velocidade máxima de 2.400 km/h. Seus atributos incluem a elevada eficiência, o baixo custo de operação, a grande disponibilidade e a avançada capacidade tecnológica.

Nesses 200 anos, muitas mudanças ocorreram para garantir o cumprimento da missão de salvaguardar os interesses nacionais. Estes e outros feitos marcaram a história da Defesa, ampliando a atuação militar inclusive em ações de fomento à indústria nacional e à economia brasileira.

Por Viviane Oliveira

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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