Vitaly V. Kuzmin/vitalykuzmin.net

No final de 2017, o exército russo recebeu seu novo pacote de equipamento operacional Rátnik (“guerreiro”, em tradução livre). Até hoje o kit continua a ser modernizado e se tornou um sistema modular composto por diversos subsistemas que podem ser modificados de acordo com a situação de combate, condições climáticas e outros fatores.

A última modificação do kit de combate inclui sistemas de ataque (armas, munições), de vigilância e miras, de segurança e defesa (capacete, colete à prova de balas), de suporte de vida e de comunicação.

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Mikhail Voskresénski/Sputnik

O Rátnik é fabricado com material de fibra aramida de última geração, resistente ao desgaste, à água e ao fogo, mas que não esconde o soldado da visão infravermelha, segundo fontes do complexo militar-industrial.

Pela primeira vez, o kit de combate inclui relógio resistente à água e ao impacto e que funciona a até 20 metros de profundidade.

AK-12.
Nickel Nitride

A principal arma do kit é o novo fuzil de assalto AK-12, que apresenta melhores parâmetros e mantém as características marcantes dos fuzis Kalashnikov: simplicidade de concepção, alta confiabilidade, elevada resistência operacional e custo relativamente baixo. O fuzil pode disparar em fogo seletivo, ou seja, tiros intermitentes, tiros automáticos e rajadas curtas de três tiros.

A armadura da Ratnik inclui colete à prova de balas, e capacete resistente a tiros de calibre 9×18 ou 9×19 (como, por exemplo, os disparados pela pistola Makarov ou pela Glock 17) e proteger o soldado de estilhaços de explosõs a até 500 metros por segundo.

Vitaly V. Kuzmin/vitalykuzmin.net

“Os óculos de proteção também foram projetados para resistir a tiros. O colete à prova de balas resiste a 10 balas do fuzil de precisão Dragunov de calibre de 7,62 x 54 mm”, disse uma fonte no complexo militar-industrial.

Vitaly V. Kuzmin/vitalykuzmin.net

O pacote de equipamento operacional também inclui binóculos com designador de alvo, telêmetro, câmera e outros equipamentos que transmitem as informações a outros soldados por um canal de comunicação fechado.

Segundo a fonte, todos os equipamentos eletrônicos do kit são resistentes à água.

Fonte: Russia Beyond

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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