A Marinha do Brasil, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) e a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis realizaram a Cerimônia de Batimento de Quilha da Fragata “Jerônimo de Albuquerque” (F-201), na quinta-feira (6), no thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí (SC). A F-201 é a segunda embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que prevê a construção de quatro navios.

Avanços na Construção Naval

A Cerimônia de Batimento de Quilha é um evento tradicional da construção naval que, no passado, consistia na finalização da primeira parte do navio, a quilha. Nos projetos modernos, como o das Fragatas Classe Tamandaré, a construção é feita por meio de blocos. Nesse caso, o batimento é caracterizado pelo posicionamento de um desses blocos em seu local de edificação. Este primeiro bloco corresponde à praça de máquinas de vante da embarcação, pesando aproximadamente 52 toneladas, onde serão instalados dois motores, uma caixa redutora e equipamentos auxiliares.

Importância das Fragatas Classe Tamandaré

O Diretor-Geral do Material da Marinha, Almirante de Esquadra Edgar Luiz Siqueira Barbosa, destacou que “as Fragatas Tamandaré representam o que há de mais avançado entre os meios de superfície da Marinha do Brasil”. O PFCT prevê uma gestão do ciclo de vida que projeta os investimentos desde a construção até o desfazimento do navio, além de serem embarcações produzidas em território nacional, com conteúdo local e transferência de tecnologia.

Parcerias e Desenvolvimento

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O PFCT é uma parceria entre a Marinha do Brasil e a SPE Águas Azuis, formada pela thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Segurança e Atech, gerenciado pela EMGEPRON. Desde a assinatura do contrato, em março de 2020, importantes avanços nas atividades construtivas foram alcançados, seguindo o cronograma estabelecido. A primeira Fragata, que dá o nome à classe, começou a ser construída em setembro de 2022, será lançada em agosto deste ano e entregue à Marinha no final de 2025.

Detalhes e Capacidades das Fragatas

A Fragata “Jerônimo de Albuquerque” é o segundo navio do programa, homenageando o primeiro brasileiro nato a comandar uma Força Naval para defender o Brasil. As fragatas do programa são navios de escolta com deslocamento aproximado de 3.500 toneladas, dotados de convoo, hangar para helicóptero, radares, sensores e armamentos de última geração. Eles atuarão em todos os ambientes de guerra: superfície, aéreo e submarino, protegendo unidades de maior valor, como o Navio-Aeródromo Multipropósito “Atlântico”.

Missão na Amazônia Azul

As Fragatas Classe Tamandaré terão a missão de marcar a presença da Marinha do Brasil na Amazônia Azul, contribuindo para o controle de área marítima, defesa das ilhas oceânicas, proteção das infraestruturas críticas marítimas e das linhas de comunicações marítimas. Mais de 90% do comércio exterior brasileiro é realizado pelo mar, ressaltando a importância estratégica dessas embarcações.

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Marcelo Barros, com informações e imagens da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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