Banco Mundial divulga estudo sobre agricultura sustentável na AL e Caribe

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Illuminati Filmes para Banco Mundial

O Banco Mundial afirma que é preciso repensar o futuro da agricultura e dos sistemas alimentares na América Latina e no Caribe.

Um estudo do órgão, divulgado esta semana, defende reformas para que esses setores ajudem a reduzir o impacto das mudanças climáticas, proteger os recursos naturais e desempenhar um papel importante na recuperação econômica pós-Covid-19.

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Banco Mundial/Paul Salazar

Pobreza

Tudo isso enquanto se garante a produção de alimentos saudáveis e que cheguem a uma população crescente.

Segundo o relatório, a agricultura responde por entre 5% e 18% do Produto Interno Bruto, PIB, em 20 países da América Latina e do Caribe; e uma parcela ainda maior quando consideradas as contribuições mais amplas dos sistemas alimentares.

Por isso, o setor é fundamental para promover o comércio, gerar empregos e reduzir a pobreza.

O estudo analisa ainda dados de degradação ambiental, desnutrição e obesidade, entre outros pontos.

Desmatamento

Aponta, por exemplo, que a agricultura e a pecuária respondem por 70% das transformações nos habitats da América Latina e do Caribe, e a taxa de desmatamento é três vezes maior do que a média global.

O documento enfatiza que combater o esgotamento do solo e restaurar áreas degradadas é essencial para proteger a biodiversidade e os recursos naturais dos quais a agricultura depende.

Para encarar esse e outros desafios, o relatório traz 20 propostas de ação.
Algumas delas, segundo os autores, merecem prioridade porque têm garantia de retorno como tornar a agricultura mais resistente aos impactos das mudanças climáticas.

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Banco Mundial/Paul Salazar

Brasil

No Brasil, isto está sendo feito por meio do Programa de Agricultura de Baixo Carbono, ABC, que oferece empréstimos com juros baixos aos produtores rurais que queiram adotar práticas sustentáveis.

Outra recomendação, válida inclusive para o Brasil, é modernizar a infraestrutura agrologística.

Segundo o estudo do Banco Mundial, o Brasil perde em competitividade por causa das distâncias entre as áreas de produção e distribuição.

O documento ainda traz propostas para que o setor enfrente com mais resiliência doenças zoonóticas, como o novo coronavírus, e outros desastres.
Por Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil

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