A figura do Almirante Joaquim Marques Lisboa, conhecido como Almirante Tamandaré, transcende a sua época, deixando um legado de dedicação e serviço que continua a influenciar a Marinha do Brasil até os dias de hoje. Como Capitão dos Portos do Rio de Janeiro de 1852 a 1854, Tamandaré foi uma peça chave na administração marítima em um período crítico para o desenvolvimento naval do país.

Histórico e Criação das Capitanias dos Portos

As Capitanias dos Portos foram criadas pelo Decreto nº 358, de 14 de agosto de 1845, pelo Imperador do Brasil. A intenção era estabelecer uma autoridade marítima em cada província marítima do Império, visando regulamentar e fiscalizar o tráfego aquaviário, garantindo a segurança da navegação e prevenindo acidentes e poluição nas águas brasileiras.

Contribuições de Tamandaré

Durante sua administração na Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, Tamandaré implementou e reforçou várias normativas que visavam a segurança e a eficiência da navegação marítima e fluvial. Sob seu comando, a Capitania desempenhou um papel fundamental na salvaguarda da vida humana no mar e na prevenção acidentes na navegação, aspectos que são pilares até os dias de hoje para as operações modernas das Capitanias dos Portos.

Responsabilidades Atuais da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro

Atualmente, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, como parte do Comando do 1º Distrito Naval, mantém uma vasta gama de responsabilidades, que incluem:

  • A fiscalização do serviço de praticagem e das atividades marítimas, garantindo a conformidade com a legislação.
  • A realização de inspeções navais e vistorias, instauração de inquéritos administrativos para fatos e acidentes de navegação.
  • O auxílio ao serviço de socorro e salvamento marítimo.
  • A execução de tarefas educacionais relacionadas ao Ensino Profissional Marítimo.
  • A manutenção da sinalização náutica e a execução de outras atividades delegadas pela Autoridade Marítima Brasileira.

Legado Duradouro

O trabalho de Tamandaré na Capitania dos Portos ajudou a moldar a estrutura organizacional e as operações da Marinha do Brasil, estabelecendo um padrão de excelência que perdura. Seu compromisso com a eficiência e a segurança no tráfego aquaviário deixou marcas que ainda hoje orientam as missões das Capitanias dos Portos em todo o Brasil.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).