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Capacidades de Defesa e Segurança são precípuas de qualquer Estado. E para que estas capacidades sejam efetivas, é necessário industrial nacional relevante e tecnologicamente independente. Esta condição pode ser observada em praticamente todo país desenvolvido e em muitos daqueles em desenvolvimento.

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Para a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança, com as suas mais de 210 associadas, causa profunda estranheza a matéria enviesada publicada pela revista Veja sobre a Base Industrial de Defesa e Segurança.

A BID brasileira possui um robusto histórico de atuação ética e responsável ao longo de mais de 40 anos, sempre alinhada com os princípios pátrios da autodeterminação e não inferência.

A competitividade e a pujança da BID brasileira são resultados de pesados investimentos tecnológicos – talvez os mais consistentes em toda economia brasileira – para atender não somente as demandas de Defesa e Segurança nacionais mas também de nossas nações amigas. Como resultado, a nossa indústria gera 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos e movimenta 4,78% do PIB nacional.

Segundo estudo da FIPE/CNI, para cada R$ 1,00 investido em Defesa pelo Estado brasileiro, mais de R$ 9,00 são gerados em riquezas.

Este arraste é resultado de dois vetores, primeiro de nossas exportações – realizadas para mais de 150 países e sempre para atores lícitos. Segundo, da ampla gama de produtos e serviços criados a partir dos desafios tecnológicos de Defesa e Segurança, como aeronaves, embarcações, soluções de descontaminação, sistemas de controle de tráfego aéreo, medicamentos, sistemas de segurança cibernética, dentre outros, indo muito além de armas de fogo e suas munições.

Aliás, cabe lembrar que itens comuns e indispensáveis do dia a dia do cidadão como forno de micro-ondas, internet, telefonia celular, GPS e a realidade virtual são produtos desta indústria que para criar tecnologias de ponta, forma e emprega profissionais de altíssima capacitação *técnica*, sejam eles advindos da sociedade civil ou militares da reserva.

Com a queda sistemática do PIB Industrial no Brasil nos últimos 16 anos, deveria ser motivo de celebração o incremento de quase 100% da exportação de nossa Base Industrial de Defesa e Segurança.